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	<title>Rodrigo Santiago</title>
	
	<link>http://rodrigosantiago.net/blog</link>
	<description>arte, cultura, comportamento, política</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 00:01:06 +0000</pubDate>
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		<title>Windows XP travando quando acessa a internet</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 22:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geeknópolis]]></category>

		<category><![CDATA[pepinos]]></category>

		<category><![CDATA[windows xp]]></category>

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		<description><![CDATA[Aconteceu comigo ontem. O outro PC aqui de casa estava com a fonte estragada, era uma fonte boa, então foi levada para o conserto. Beleza. Ela chegou ontem, instalei bonitinha lá no lugar dela e, na hora de ligar, 3 bipes. Filha da mãe, ferrou a memória RAM. Tirei a memória, passei uma borrachinha nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu comigo ontem. O outro PC aqui de casa estava com a fonte estragada, era uma fonte boa, então foi levada para o conserto. Beleza. Ela chegou ontem, instalei bonitinha lá no lugar dela e, na hora de ligar, 3 bipes. Filha da mãe, ferrou a memória RAM. Tirei a memória, passei uma borrachinha nos contatos, liguei o PC. Beleza. Dessa vez funcionou. Comemoração, aquela coisa básica.</p>
<p>Cedo demais, na hora de entrar no Windows o anti-vírus pedia atualização e travava. Resetei e desconectei o cabo de rede. Funcionou normal, não travou. Coloquei o cabo de rede no lugar, fui atualizar o anti-vírus. Ferrou tudo. Reiniciei em modo de segurança, desinstalei o anti-vírus, reiniciei de novo, dessa vez em modo normal e entrou beleza. Acessei a net e fui puxar um anti-vírus gratuito pra testar. Adivinhem o que aconteceu na hora do download? Nenhuma novidade. Travou.</p>
<p>— Quer saber, vou formatar essa porra.</p>
<p>Formatei, dá-lhe a re-instalar o XP e quando faltava 34 minutos para terminar a instalação, na parte “Instalando dispositivos”, travava.</p>
<p>— Mas que diabos…</p>
<p>Reiniciei umas trezentas vezes, fiz teste da memória RAM, tudo ok, tirei tudo que é placa, limpei os contatos, pluguei de novo: a mesma história.</p>
<p>Desativei a LAN <em>on-board</em>: <em>same old shit</em>.</p>
<p>Só que o animal aqui, que teve a idéia de desativar a rede on-board, podia ter tido a idéia de desconectar a placa de rede adicional, que é usada para compartilhar a net com este PC (preguiça de comprar um hub), mas só tive a idéia lendo em fóruns. Reiniciei o PC e <em>voilá</em>. A instalação passou dos malditos 34 minutos e tá lá terminando.</p>
<p><strong>Atualização</strong>:</p>
<p>Bom, pra variar comemorei cedo demais. Nem tinha publicado o post ainda quando vi que <strong>travou de novo</strong>, mas desta vez faltando 7 minutos para o fim.</p>
<p>No entanto todavia contudo, a desativação da rede on-board e a desinstalação da placa de rede (acredito que nem precisava ter desativado a rede <em>on-board</em>) resolveram o pepino #1. Preciso saber-saber como resolver o pepino #2.</p>
<p><strong>Atualização 2</strong>:</p>
<p>Bom, aparentemente o pepino #2 não era nada de mais. Apenas reiniciei a máquina e a instalação transcorreu normalmente. Vai saber. Vou reativar a rede on-board para ver se trava. Depois vou reinstalar a placa de rede adicional em outro slot PCI para ver se não era problema de conflito.</p>
<p>Ah, e quem não sabe, quando dá erro na instalação do Windows XP, apenas reinicie o computador (pelo botão de reset) que ela continua já no modo gráfico, sem passar por aqueles passos da tela azul.</p>
<p><strong>Atualização 3</strong>:</p>
<p>Tudo resolvido 100%. O erro não era da rede on-board, nem da placa de rede adicional. Era sim alguma coisa do processador. Fui no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BIOS">BIOS</a> e baixei a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barramento_frontal">FSB</a> em 10% e o pc tá trabalhando normalmente, não travou uma vez sequer. Depois retornei o FSB à freqüência normal (800Mhz) e aconteceu o mesmo travamento. Bom, não faço idéia por que do erro, mas suspeito que a placa mãe esteja morrendo, já que a memória RAM, que tá boa, só funciona no slot 3.</p>
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		<title>O aborto e a anencefalia do feto</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 23:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Atualidades]]></category>

		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>

		<category><![CDATA[brasil]]></category>

		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Acompanhando o debate na Suprema Cor&#8230; desculpem, país errado, no Supremo Tribunal Federal sobre o aborto em caso de anencefalia do feto (DO FETO!), ouvindo os vários &#8220;especialistas&#8221; (depois de religiosos sendo chamados de especialistas e de parlamentares tendo rezado o Pai-nosso no Congresso, realmente não me convenço de que vivemos num país laico), pensei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanhando o debate na Suprema Cor&#8230; desculpem, país errado, no Supremo Tribunal Federal sobre o aborto em caso de anencefalia do feto (DO FETO!), ouvindo os vários &#8220;especialistas&#8221; (depois de religiosos sendo chamados de especialistas e de parlamentares tendo rezado o Pai-nosso no Congresso, realmente não me convenço de que vivemos num país laico), pensei o seguinte:</p>
<p>Até onde eu sei, os religiosos, independente de religião, condenam qualquer tipo de aborto, inclusive em gravidez decorrente de estupro, permitido pela legislação. Portanto, apesar de não concordar com sua visão, há coerência deles no debate, já que são contra a regulamentação do aborto em caso de anencefalia do feto. Porém, a legislação (o <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del2848compilado.htm" target="_blank">Código Penal</a>) permite o aborto em dois casos: a) no já citado caso de estupro; b) se necessário para preservação da vida da gestante:</p>
<blockquote><p>Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:</p>
<p>I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;</p>
<p>II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.</p>
</blockquote>
<p>O que me intriga nisso tudo é que, em caso de estupro, as condições do feto não são levadas em questão, mas, sim, a vontade da gestante. Logo, a meu entender, no inciso II é levado em conta a &#8220;saúde mental&#8221;, digamos, da gestante, de não ser obrigada a conviver com algo que surgiu de tanta dor e bla bla bla.</p>
<p>Já no caso de anencefalia do feto, de acordo com a maioria dos médicos, a criança não passa muito tempo viva, ou seja, é certeza de morte. Logo, acho que deveria ser natural que em uma legislação que permite o aborto de um feto saudável, desde que o meio tenha sido o estupro, permitisse o aborto de um feto que não conseguirá sobreviver ao nascimento, ou ao menos não durante muitos anos de vida, para preservar a integridade mental da mulher.</p>
<p>Não imagino como deva ser a dor de uma mulher carregar no ventre por nove meses um feto que já sabe que vai morrer. Eu logo penso em situações corriqueiras, as pessoas perguntando quando nasce, se já tem nome, se é menino ou menina, e como tudo isso fica na cabeça da mulher.</p>
<p>E, caso seja regulamentado, vai ser um opcional, e não uma regra. Se houver alguma mulher que não queira fazer o aborto, que mesmo sabendo que seu feto tem anencefalia quer levar a gravidez adiante, ela nada precisará fazer. A regulamenteção virá para dar uma opção à mulher, e não para criar uma regra.</p>
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		<title>O interesse pelo passado e pela história ainda é válido nos dias de hoje?</title>
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		<comments>http://rodrigosantiago.net/blog/historia/o-interesse-pelo-passado-e-pela-historia-ainda-e-valido-nos-dias-de-hoje/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 21:19:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[historiografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Resposta rápida e sem explicação: Sim.
Resposta curta: Sim, pois nunca chegaremos à &#8220;verdade absoluta&#8221; dos acontecimentos históricos, pois a exatidão dos fatos não é possível. O conhecimento nunca chegará a um ponto satisfatório em que não será necessária a continuação da pesquisa, pois novos fatos sempre serão descobertos.
Resposta um pouco menos curta: Sim, pois o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Resposta rápida e sem explicação</strong>: Sim.</p>
<p><strong>Resposta curta</strong>: Sim, pois nunca chegaremos à &#8220;verdade absoluta&#8221; dos acontecimentos históricos, pois a exatidão dos fatos não é possível. O conhecimento nunca chegará a um ponto satisfatório em que não será necessária a continuação da pesquisa, pois novos fatos sempre serão descobertos.</p>
<p><strong>Resposta um pouco menos curta</strong>: Sim, pois o interesse pelo passado significa o interesse pela nossa origem, como seres humanos. E tão importante quanto descobrir como se deu a origem do universo, é desvendar como a evolução humana aconteceu e como se encaminhou até chegarmos no presente. O historiador não é mero relator dos fatos passados, cabe a ele interpretar as fontes, utilizando metodologias amplamente aceitas pela comunidade científica, para construir uma parte do muro que seria aquele acontecimento. Cada pesquisador contribui com parte do conhecimento, e a partir da análise de cada pedacinho temos um olhar mais amplo sobre determinado acontecimento. Por exemplo, um estudo recente sobre a revolução francesa não necessariamente descarta um estudo anterior, ambos poderiam complementar-se para formar uma visão mais completa sobre o fato.</p>
<p>Portanto, não só é válido o interesse pelo passado nos dias de hoje como é necessário.</p>
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		<title>Michael Phelps usa doping!</title>
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		<comments>http://rodrigosantiago.net/blog/esporte/michael-phelps-usa-de-dopping/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 02:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>

		<category><![CDATA[olimpiada]]></category>

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		<description><![CDATA[É o que sugere Alexei Koudinov, do Doping Journal. De acordo com uma reportagem do Terra,
Ouvir música aumenta a capacidade de oxigênio no sangue e melhora a performance do atleta, segundo o Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, em Leipizig, na Alemanha. E isso é ilegal, atestam alguns especialistas.

Michael Phelps ficando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É o que <a href="http://dopingjournal.org/content/5/2/dopingj082008-01.html">sugere Alexei Koudinov</a>, do Doping Journal. De acordo com uma <a href="http://esportes.terra.com.br/pequim2008/interna/0,,OI3105483-EI10378,00.html">reportagem</a> do Terra,</p>
<blockquote style="MARGIN-RIGHT: 0px" dir="ltr"><p>Ouvir música aumenta a capacidade de oxigênio no sangue e melhora a performance do atleta, segundo o Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, em Leipizig, na Alemanha. E isso é ilegal, atestam alguns especialistas.</p></blockquote>
<p style="TEXT-ALIGN: center" dir="ltr"><img style="border: 1px solid #000000; display: inline; width: 286px; height: 320px;" src="http://rodrigosantiago.net/blog/wp-content/uploads/2008/08/phelps-doidao.jpg" alt="phelps-doidao.jpg" width="286" height="320" /><br />
<em>Michael Phelps ficando doidão (<a href="http://gettyimages.com/">gettyimages.com</a>)</em></p>
<p>Na minha opinião de total desconhecedor das normas anti-doping, será que estas mudanças causadas por algo externo — e não uma substância consumida pelo atleta — que não causa problemas de saúde, é suficiente para caracterizar o doping?</p>
<p>Porém, pelo que tenho conferido, quando um atleta acostumado a competir em altitudes extremas — onde a concentração de oxigênio no ar é mais baixa — compete em uma altitude mais baixa — onde a concentração é maior — a oxigenação dele aumenta, e ele tem um maior rendimento. Alguém lembra do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ojMu1kBNHxg">pique do Guerrón</a> no segundo tempo da prorrogação na final da Libertadores?</p>
<p>E aí, como é que fica?</p>
<img src="http://feeds.feedburner.com/~r/rodrigo-santiago/~4/367696794" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Olimpíadas, bronze e outros causos</title>
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		<comments>http://rodrigosantiago.net/blog/esporte/olimpiadas-bronze-e-outros-causos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 15 Aug 2008 02:51:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>

		<category><![CDATA[jogos olímpicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Lendo algumas coisas sobre o desempenho dos atletas brasileiros em Pequim, não posso deixar de comentar a comoção nacional que está sendo feita sobre o fato dos atletas não possuírem mais medalhas e pela festa que fazem com o bronze.
O post que mais me chamou a atenção foi o do Cardoso, que escreveu sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo algumas coisas sobre o desempenho dos atletas brasileiros em Pequim, não posso deixar de comentar a comoção nacional que está sendo feita sobre o fato dos atletas não possuírem mais medalhas e pela festa que fazem com o bronze.</p>
<p>O post que mais me chamou a atenção foi o do <a href="http://www.contraditorium.com/">Cardoso</a>, que <a href="http://www.contraditorium.com/2008/08/14/brasil-pede-pra-sair-moratria-olmpica-j/">escreveu</a> sobre o fato do Brasil estar atrás do ranking de países como o Zimbábue e outros menos desenvolvidos que nós, e que o esporte olímpico brasileiro não evolui. Concordando em partes com o post, não concordo com a generalização, acho leviano colocar todos os esportes olímpicos no mesmo saco.</p>
<p>A ginástica feminina, por exemplo, evoluiu e continua evoluindo; a passos lentos, é verdade. Mas, parafraseando nosso querido presidente, nunca na história das olímpiadas o Brasil conseguiu colocar uma equipa na final. Ficou em oitavo, mas, para um país que nem isso conseguia, é ótimo. Já no basquete feminino, por exemplo, na minha opinião, está fazendo um papelão. Assisti a um jogo e foi simplesmente bisonho. Saudades da Hortência e Paula.</p>
<p>Sobre o número dos atletas, 277 atletas não significam 277 chances de medalhas <strong>no ranking</strong>, já que nestes 277 estão incluídos os de esportes coletivos, futebol, vôlei, vôlei de areia, basquete, etc. Ainda há o masculino e feminino em cada modalidade. <a href="http://brausen.blogspot.com/2008/08/nmero-de-atletas-por-pas-participando.html">Apesar de não serem números oficiais</a>, a delegação americana conta com 646 atletas, quase três vezes a mais do que o Brasil. A China, com 579. O Zimbábue, com&#8230; 13 atletas. Levando isso em consideração, e o número absoluto de medalhas de cada país, o Zimbábue obteve 23% de aproveitamento (contando cada medalha de cada atleta em esportes coletivos como uma, mas como ainda não saíram medalhas coletivas, o número de medalhas é o mesmo do ranking). Os Estados Unidos contam com um aproveitamento de&#8230; de&#8230; 5,26%. Ou seja, considerar o número de medalhas como superioridade de um país a outro não deixa de ser uma comparação de muletas. Se é necessário fazer comparações, que se faça com o <a href="http://olimpiadas.uol.com.br/ultimas/2008/07/15/ult5584u2700.jhtm">Brasil em outras olimpíadas</a>. Aí sim concordo que o Brasil &#8220;devoluiu&#8221; em números absolutos. Mas vamos esperar o final desta competição para fazer a contabilidade final.</p>
<p>Outra questão pertinente é a do favoritismo. Um atleta que não esperava medalhas levar uma de bronze é mérito, outro que era favorito ao ouro levar de bronze, soa como prêmio de consolação. Cito a Kethlyn e o Tiago Camilo, que numa entrevista não me pareceu muito contente com a medalha. No <a href="http://bronzebrasil2008.wordpress.com/">Bronze Brasil 2008</a> li sobre o <a href="http://bronzebrasil2008.wordpress.com/2008/08/14/atleta-sueco-envergonha-comunidade-europeia/">atleta sueco que jogou fora sua medalha</a>, bom, ele tem o direito de ficar frustrado pela &#8220;conquista&#8221; da medalha, mas vale lembrar que o fato de ter perdido o ouro ou prata foi puramente &#8220;mérito&#8221; seu. Se achava-se superior aos outros, bom, não era. Ou não foi na luta, que é o que importa. No futebol, tanto masculino quanto feminino, não podemos nos contentar com menos do que o ouro. No vôlei masculino também, embora, se jogarem como jogaram contra a Rússia, não vai ser fácil. Ou seja, a conquista da medalha é relativo ao atleta. Há momentos em que é a glória, em outros é apenas o primeiro dos últimos.</p>
<p>Sobre o esporte brasileiro no geral, vejo três grandes problemas:</p>
<ol>
<li>Não é nem a questão de medalhas, mas, sim, que os esportes menos tradicionais são estimulados em &#8220;épocas olímpicas&#8221;, mas nos anos depois são deixados de lado;</li>
<li>A falta de grandes centros de treinamento, fazendo com que os destaques se formem mais a partir de talentos individuais do que propriamente de treinamento. Portanto o meu medo é que, nos vários esportes, quando a geração atual estiver aposentada, não existam mais representantes no mesmo nível, que nos leva ao próximo problema;</li>
<li>A falta de renovação. Já deve ser a milésima olimpíada que o Hugo Hoyama participa. Não que ele seja ruim, mas não há espaço para uma nova geração? Ou não existe?</li>
</ol>
<p>Portanto, não venho aqui colocar panos quentes no esporte brasileiro, dizer que está lindo e maravilhoso. Precisa melhorar muito. Escrevendo esse post me lembrei do auê das declarações feitas pelo Popó, há alguns anos:</p>
<blockquote style="MARGIN-RIGHT: 0px" dir="ltr"><p>Estou cansado de lutar pela pátria e não ter reconhecimento. Estou há um ano sem patrocínio e agora lutarei profissionalmente, buscando o melhor para mim e minha família.</p></blockquote>
<p>E o que predominou foi o pensamento de &#8220;traidor&#8221;. Pois o atleta brasileiro tem que representar a sua pátria, custe o que custar.</p>
<p>Portanto, parabéns, sim, aos atletas por suas conquistas individuais. Parabéns aos que, mesmo com a precária estrutura, tentaram, mesmo não conseguindo. Não é &#8220;cultura de coitadinho&#8221; é noção da realidade, saber que de Fusca fica difícil ganhar de um Opala.</p>
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		<item>
		<title>O cigarro e os eventos</title>
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		<comments>http://rodrigosantiago.net/blog/bem-estar/o-cigarro-e-os-eventos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2008 20:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bem-estar]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[cigarros]]></category>

		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando escrevi sobre a relação das propagandas em televisão dos cigarros e seu público alvo, tinha pensado também sobre o marketing da indústria tabagista em eventos e competições esportivas, mas ficaria muita coisa para um post só, e resolvi deixar para depois.
Bom, seguindo a lógica dos comerciais de televisão, quando o marketing era feito patrocinando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando escrevi sobre a <a title="Cada um na sua, mas com nada em comum" href="http://rodrigosantiago.net/blog/atualidades/cada-um-na-sua-mas-com-nada-em-comum/">relação das propagandas em televisão dos cigarros e seu público alvo</a>, tinha pensado também sobre o marketing da indústria tabagista em eventos e competições esportivas, mas ficaria muita coisa para um post só, e resolvi deixar para depois.</p>
<p>Bom, seguindo a lógica dos comerciais de televisão, quando o marketing era feito patrocinando algum evento, o evento era voltado ao mesmo público-alvo, lógico. É o caso do <a title="Nirvana - Parte 1" href="http://www.youtube.com/watch?v=4Y8b0b-rqpk">Hollywood</a> <a title="Nirvana - Parte 2" href="http://www.youtube.com/watch?v=Uhruv7zqTVg">Rock</a>, do <a title="James Brown - Sex Machine" href="http://www.youtube.com/watch?v=rQ5kWct046o">Free Jazz Festival</a> e do <strong>Carlton Dance Festival</strong>, voltados, respectivamente, para o jovem ativo, o jovem independente e o adulto refinado.</p>
<p>Se no meio cultural o cigarro era bastante presente, e cada marca voltada ao seu público alvo, no esporte não era diferente. Cada marca privilegiava o esporte que melhor atendia ao seu apelo. Citando novamente o Hollywood, ele era freqüentemente patrocinador de esportes radicais, os mesmos veiculados em seus comerciais. O cigarro Marlboro foi patrocinador por muito tempo no automobilismo, esporte associado à virilidade.</p>
<p>E, mais uma vez, o marketing visava criar um imaginário alheio ao produto, associando cada marca com o evento ou com o produto do evento. Quem não lembra da McLaren vermelha e branca de Ayrton Senna? Ou do carrinho amarelo da Camel?</p>
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		<item>
		<title>“On the road” e a juventude americana no pós-guerra</title>
		<link>http://feeds.feedburner.com/~r/rodrigo-santiago/~3/355521095/</link>
		<comments>http://rodrigosantiago.net/blog/literatura/on-the-road-e-a-juventude-americana-no-pos-guerra/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 16:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[história contemporânea]]></category>

		<category><![CDATA[literatura beat]]></category>

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		<description><![CDATA[
Get your motor runnin&#8217;, head out on the highway&#8230;
Apesar de não ter sido o primeiro livro publicado de Jack Kerouac, On the road (Pé na estrada aqui no Brasil) foi o que deslanchou sua carreira e levou a Geração Beat ao &#8220;estrelato&#8221;. Mas por que este livro se tornou um marco para a juventude da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="border: 1px solid black;" title="On the road" src="http://rodrigosantiago.net/blog/wp-content/uploads/2008/08/road.jpg" alt="road.jpg" width="329" height="110" /><a href="http://www.youtube.com/watch?v=rMbATaj7Il8"><em><br />
Get your motor runnin&#8217;, head out on the highway&#8230;</em></a></p>
<p>Apesar de não ter sido o primeiro livro publicado de Jack Kerouac, <em>On the road</em> (<strong>Pé na estrada</strong> aqui no Brasil) foi o que deslanchou sua carreira e levou a Geração Beat ao &#8220;estrelato&#8221;. Mas por que este livro se tornou um marco para a juventude da época? Vejamos.</p>
<h2>Quem foi Jack Kerouac?</h2>
<p>Nasceu com o nome Jean-Louis Lebris de Kerouac em 12 de março de 1922, descendente de imigrantes canadenses que foram tentar a sorte nos Estados Unidos, na cidade de Lowell, Massassuchets. Morreu jovem aos 47 anos de idade, em 1969, devido aos problemas ocasionados pelo consumo excesivo de álcool. Alguns dizem que foi devido ao hábito de beber vinhos ruins.</p>
<p>Teve seu primeiro livro publicado em 1951, chamado <em>The Town and the City</em>, obtendo algumas resenhas a seu favor, mas vendendo pouco. Em 1951 escreveu o futuramente aclamado <em>On the road</em>, sobre suas viagens no final da década de 1940 cruzando os Estados Unidos com seu amigo Neal Cassady e encontrando e reencontrando amigos, a maioria autores da posteriormente chamada Geração Beat.</p>
<p>Foi Kerouac, inclusive, quem cunhou o termo Geração Beat. Foi considerado como o porta-voz desta geração, a seu contra-gosto.</p>
<h2>Por que escreveu <em>On the road</em>?</h2>
<p>Para entendermos por que ele escreveu este livro devemos prestar atenção ao que acontecia na sociedade americana. Os famosos <em>american dream</em>, o sonho americano, e o <em>american way of life</em> tornam-se mais evidentes após a segunda-guerra mundial. O <em>american dream</em> é a crença na liberdade de que cada americano pode vencer na vida com trabalho duro, e o <em>american way </em>é marcado fortemente pelo consumismo e o individualismo.</p>
<p><span id="more-107"></span></p>
<p>Além disso, as taxas de natalidade aumentaram consideravelmente, e acaba acontecendo o <em>baby boom</em> na população americana. Causas comumente atribuídas para o surgimento do <em>baby boom</em> são as baixas taxas de natalidade durante a depressão financeira a partir de 1929 e da segunda guerra mundial.</p>
<p>O <em>baby boom</em> é um indicativo da prosperidade financeira que permitiu o surgimento do <em>american dream</em> e do <em>american way</em>. Grande parte da prosperidade financeira se deveu às exportações americanas para o velho mundo, praticamente destruído pela guerra.</p>
<p>Lembremos que a juventude da década de 1950 cresceu durante a segunda guerra. Imagine o que acontecia na mente de uma criança americana coisas como o fantasma do nazismo ou o ataque a Pearl Harbor. Então, apesar do otimisto presente na população, a juventude do pós-guerra estava desorientada. Além disso, a maioria dos soldados que lutaram eram jovens, e voltavam para viver uma vida &#8220;normal&#8221;, e, com razão, sentiam-se deslocados. Muitos jovens nutriam um sentimento de derrota e sentiam-se amargurados com este novo mundo que surgia, tão diferente de sua época.</p>
<p>E não foi diferente com os autores da Geração Beat. A maioria sentia-se deslocada do ambiente em que estava inserida. Sendo assim, esse grupo iniciou uma ruptura com o movimento de então, literariamente falando. O constante uso de gírias significa uma ruptura com o academicismo presente na época, e é característica forte de todo o movimento Beat.</p>
<h2>A prosa espontânea</h2>
<p><img class="alignleft" title="Hmmm... cadê o control + f" src="http://rodrigosantiago.net/blog/wp-content/uploads/2008/08/kerouacwithscroll.jpg" alt="kerouacwithscroll.jpg" width="200" height="162" /></p>
<p>Para escrever <em>On the road</em> Kerouac utilizou um rolo feito com várias folhas coladas, não sendo necessária a troca de folha ao terminar uma página. Além da utilização do rolo, ele também não utilizou parágrafos ou pontuação na escrita, sendo estes incluídos no processo de edição. Kerouac utilizou a chamada &#8220;<a href="http://www.writing.upenn.edu/~afilreis/88/kerouac-spontaneous.html">prosa espontânea</a>&#8220;. Era uma tentativa de se aproximar do mesmo ritmo da fala.</p>
<p><strong>Curiosidade</strong>: Este rolo <a title="Desenrolando &quot;On the road&quot; no Boott Cotton Mills Museum." href="http://www.youtube.com/watch?v=WmyS1EEVFbs">esteve em exposição</a> ano passado em um museu na cidade natal de Kerouac.</p>
<p>A prosa espontânea guarda certa similaridade com o jazz, a música preferida dos escritores beats, pois o jazz da época era bastante aberto a improvisações. Houve, inclusive, tentativas de uma fusão da literatura beat (através de poesia) com o jazz.</p>
<blockquote><p>Não selecione a expressão, siga os livres desvios da mente (associação) em infinitos mares de idéias, navegando no mar da língua inglesa sem nenhuma outra disciplina além do ritmo da respiração retórica e da sentença falada&#8230; Improvise tanto quanto quiser. (Jack Kerouac)</p></blockquote>
<h2>A repercussão de <em>On the road</em> e a contra-cultura</h2>
<p>Apesar de ter sido escrito em 1951, o livro foi publicado apenas em 1957. Após sua publicação, sofreu inúmeras críticas negativas, os autores beats eram constantemente atacados, e os organismos &#8220;oficiais&#8221; (revistas literárias de prestígio, universidades, etc.) resistiram a esta literatura.</p>
<p>Apesar, e por causa, disso, ela se tornou um forte movimento de contra-cultura. Os autores beats eram o que se chamava por <em>hipster</em>. Os <em>hipsters</em> eram uma espécie de subcultura na década de 1940, aficcionados por jazz, adeptos do uso de drogas, normalmente pobres, sem apego a conquistas materiais e interessados em padrões novos e não convencionais.</p>
<p><img class="alignleft" title="Ei, bicho, eu sou um beatnik" src="http://rodrigosantiago.net/blog/wp-content/uploads/2008/08/flandersbeatnikparents.png" alt="FlandersBeatnikParents.png" width="200" height="151" />Com a popularização de <em>On the road</em> a Geração Beat ganhou visibilidade. O movimento tornou-se clichê e surgiram os beatniks, que nada mais eram do que os &#8220;fãs&#8221;, digamos, da literatura beat e do que ela representava. Muitos autores beats sentiram-se incomodados com a febre que surgiu, incluindo Jack Kerouac. Kerouac sentia-se realmente incomodado com o estrelato, principalmente por não conseguir trabalhar devido ao assédio dos fãs. Há relatos de que gritavam a frase &#8220;all work and no play make Jack a dull boy&#8221; (muito trabalho e pouca diversão fazem de Jack um bobão), na tentativa de convencer o &#8220;astro&#8221; a sair e encher a cara com eles.</p>
<p>Anos após o surgimento dos beatniks, já na década de 1960, começou a surgir o movimento <em>hippie</em> (derivativo de <em>hipster</em>), a partir de beatniks em San Francisco. Eles foram os herdeiros dessa geração.</p>
<h2>Enfim, tanta enrolação para saber que&#8230;</h2>
<p>o livro <em>On the road</em> surgiu numa época em que a juventude procurava por algo diferente, não se sentia confortável no mundo &#8220;cor de rosa&#8221; do momento. Assim o livro teve seu espaço foi o estopim de um movimento contra-cultural nos Estados Unidos do pós-guerra, pois muitos jovens viram-se na figura de Sal Paradise, Jack Kerouac no livro — a editora preferiu não utilizar os nomes reais das pessoas, temendo eventuais processos. O movimento Beat teve grande influência na transformação da literatura e cultura de então, e influenciou a contra-cultura por décadas.</p>
<h2>Fontes</h2>
<ul>
<li>ASHER, Levi. <a href="http://www.literary kicks.com/">Literary Kicks</a></li>
<li>CHARTES, Ann. Foreword In.: The beats : literary bohemians in postwar america. Dictionary of literary biography, v. 16. 1983. p. IX-XIV</li>
<li>DARDESS, George. Jack Kerouac In.: The beats : literary bohemians in postwar america. Dictionary of literary biography, v. 16. 1983. p. 279-302</li>
<li>PEÇANHA, Dóris Lieth Nunes. Movimento beat : rebeldia de uma geração. Petrópolis : Vozes, 1987.</li>
</ul>
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		<title>Você sabe a diferença entre xiitas e sunitas?</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 22:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[história antiga]]></category>

		<category><![CDATA[história antiga do oriente próximo]]></category>

		<category><![CDATA[história das religiões]]></category>

		<category><![CDATA[islamismo]]></category>

		<category><![CDATA[mundo islâmico]]></category>

		<category><![CDATA[oriente médio]]></category>

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		<description><![CDATA[Devido aos freqüentes conflitos ocorridos no Oriente Médio a partir da segunda metade do século XX e início do XXI (principalmente a partir da década de 1970), e agora com a ocupação do Iraque, a religião islâmica, o islamismo, ganhou grande destaque da mídia. Dentre os vários elementos dos quais temos conhecimento dentro do islamismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devido aos freqüentes conflitos ocorridos no Oriente Médio a partir da segunda metade do século XX e início do XXI (principalmente a partir da década de 1970), e agora com a ocupação do Iraque, a religião islâmica, o islamismo, ganhou grande destaque da mídia. Dentre os vários elementos dos quais temos conhecimento dentro do islamismo são os termos <strong>xiita</strong> e <strong>sunita</strong>. Mas o que eles representam? Primeiramente temos que ter em mente que, tal qual o cristianismo, o islamismo não é uma coisa só. Os xiitas e os sunitas são os principais ramos dentro da religião atualmente.</p>
<p>Além deles há, entre outros ramos que não cabe citar aqui, os sufis, que são os chamados místicos islâmicos, e que não são necessariamente um ramo à parte dos xiitas ou sunitas, podendo um Sufi ser ou sunita ou xiita. A peculiaridade do Sufi é que ele procura a unidade por trás das coisas materiais, por trás da religião, possui um caráter mais espiritual, diga-se de passagem, aproximando-se em alguns aspectos das crenças do extremo oriente (hinduísmo, budismo, etc.). Acreditam em um estado de união com Alá [<a title="Sobre Tasawwuf (Misticismo Islâmico) e os Sufis" href="http://users.urbi.com.br/naqsh/tasawwuf.htm">fonte</a>]. Uma característica marcante dos Sufis é que praticam o ascetismo — grosso modo, a privação dos prazeres da carne - para alcançar a verdade por trás das coisas.</p>
<p><span id="more-95"></span></p>
<p>A divisão entre xiitas e sunitas surge inicialmente como uma rixa essencialmente política sobre a sucessão do líder da comunidade islâmica, que se tornaria o califa. Após a morte de Maomé, em 632, o escolhido pelo profeta para assumir seu posto, segundo muitos, seria seu primo e genro Ali — Maomé não teve filhos homens, apenas uma mulher, Fátima. Outros acreditavam que ele não tinha explicitado um sucessor e que este deveria ser escolhido através da população islâmica. Devido a estas disputas Ali vai se tornar apenas o 4º Califa. Após sua morte, um de seus filhos — netos de Maomé — deveria se tornar o próximo califa. Porém, ambos foram assassinados. Com o passar do tempo essa diferença tomou contornos ideológicos e teológicos, o que é compreensível no caso do islamismo, por ser uma religião onde a política está vinculada à religião e uma diferença política certamente reflete em uma diferença teológica.</p>
<p>&#8220;Enquanto a divisão inicial começou devido uma disputa sobre a sucessão do califado, a diferença entre os xiitas e sunitas transformou-se em uma disputa filosófica sobre a natureza do Imã, &#8216;aquele que dirige a oração, o guia supremo de uma comunidade islâmica&#8217; [<a title="Islã : um enigma de nossa época, por José Arbex Jr. página 101." href="http://www.educacional.com.br/recomenda/novorecomenda/livros.asp?IdLivro=19252">fonte</a>]. Os sunitas acreditam que o Imã deve ser escolhido através de um consenso da comunidade, enquanto os xiitas acreditam que o Imã precisa ser um descendente de Ali&#8221; [<a title="Branches of Islam" href="http://www.amideast.org/offices/kuwait/saud/islam_branches.htm">fonte</a>]. Dentro deste conceito, os xiitas acreditam que o Imã é um ser iluminado e tem o conhecimento supremo — é infalível. &#8220;Já os sunitas acreditam que qualquer fiel pode ser um imã, desde que sua reputação não tenha manchas&#8221; [<a title="Islã : um enigma de nossa época, por José Arbex Jr. página 101." href="http://www.educacional.com.br/recomenda/novorecomenda/livros.asp?IdLivro=19252">fonte</a>].</p>
<p>Outra diferença marcante é que os sunitas utilizam-se da Suna e do Hadiz quando se deparam com questões não tratadas no Alcorão. Suna e Hadiz nada mais são do que livros que sintetizam os atos e as palavras de Maomé. <span style="text-decoration: line-through;">Este é outro ponto de divergência, pois os xiitas não aceitam a autoridade destes livros, e por isso a autoridade do Imã é suprema</span>. (Partindo do <a href="#comment-1904">comentário de Ali</a>, fiz uma rápida pesquisa e,  ao que tudo indica, os xiitas também utilizam estes livros, a diferença entre os xiitas e sunitas consiste na interpretação deles.)</p>
<p>Os xiitas crêem tanto na divindade do Imã que há, dentro do xiismo, um ramo chamado duodecenista, acreditam na vinda do 12º califa, ou Imã. Este 12º Imã seria Muhammad al-Mahdí, desaparecido com a idade de quatro anos, em 873. &#8220;Ele reaparecerá no momento determinado por Alá. Ele é O Esperado que espalhará a justiça pelo mundo&#8221; [<a title="The origins of the Sunni/Shia split in Islam" href="http://www.islamfortoday.com/shia.htm">fonte</a>]. Assim os xiitas ficam na expectativa da vinda do messias que guiará o mundo para a paz, como na dedicatória de <a title="El Islam y la civilizacion occidental por Sayed Mujtaba Musawi Lari" href="http://www.musavilari.org/display/text_book.php?file_name=../html/01/book/01/">um livro</a> acerca do islamismo: &#8220;Dedicado al Duodécimo Imam, el Protector, el Pacificador (Dios le bendiga), largamente esperado por la Humanidad.&#8221;</p>
<p>Enquanto os xiitas têm no Imã essa qualidade quase divina, os sunitas se apóiam na Suna como fonte de aplicação da lei islâmica, buscam viver de forma mais prática, voltada ao mundo terreno, no que concerne à teologia e à política. A polêmica aumenta quando as questões se voltam para avanço tecnológico, quando o fiel entrará em contato com situações em que o profeta Maomé não se deparou. Dessa maneira o fiel utilizará a Suna, buscando soluções práticas. Resumindo a questão, seria algo no sentido de perguntar como Maomé trataria esta situação. Totalmente contrário da crença xiita, em que apenas o Imã teria autoridade para tal decisão.</p>
<p>Uma situação que fomentou a formação de vários grupos foi a expansão muçulmana, que fez o islamismo entrar em contato com outras culturas, algumas extremamente diferentes. E sendo o islamismo tolerante quanto aos costumes de outras culturas, permitiu-se uma troca de valores e mesmo a permanência de traços culturais de cada região. Há certos costumes entre os muçulmanos que são praticados apenas em algumas regiões, como a remoção do clitóris nas meninas, praticado no Oásis de Buraimi, nos Emirados Árabes.</p>
<p>Apesar de estarem submetidos a uma religião única, tendo como livro sagrado o Alcorão, e se apoiando nos cinco pilares, os grupos islâmicos possuem suas divergências até certo ponto significativas. Porém, cada ramo reconhece o outro como seguidor da mesma religião e dos mesmos preceitos, logo, por mais que eles não sejam homogêneos, não se chega ao ponto de afirmar que o Islã é uma religião dividida.</p>
<h2>Fontes</h2>
<ul>
<li>AMIN, Hussein Abdulwaheed. <a href="http://www.islamfortoday.com/shia.htm">The origins of the Sunni/Shia split in Islam</a>.</li>
<li>ARBEX JR., José. <a href="http://www.educacional.com.br/recomenda/novorecomenda/livros.asp?IdLivro=19252">Islã : um enigma de nossa época</a>. 2a. ed. São Paulo: Moderna, 1996.</li>
<li><a href="http://www.amideast.org/offices/kuwait/saud/islam_branches.htm">BRANCHES of Islam</a>.</li>
<li>HADDAD, Jamil Almansur. <a href="http://compare.buscape.com.br/o-que-e-islamismo-colecao-primeiros-passos-jamil-almansur-haddad-8511010416.html">O que é Islamismo?</a> São Paulo: Brasiliense (Coleção Primeiros Passos), 1981.</li>
<li>LARI, Sayed Mujtaba Musawi. <a href="http://www.musavilari.org/display/text_book.php?file_name=../html/01/book/01/">El Islam y la civilizacion occidental</a>. Oficina de Promoción de La Cultura Islâmica. 1990.</li>
<li>MANTRAN, Robert. <a href="http://www.traca.com.br/seboslivrosusados.cgi?mod=livro&amp;codlivro=173145">A expansão muçulmana : séculos VII-XI</a>. São Paulo. Pioneira, 1977.</li>
<li><a href="http://users.urbi.com.br/naqsh/tasawwuf.htm">SOBRE Tasawwuf (Misticismo Islâmico) e os Sufis</a>.</li>
</ul>
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		<title>Um último beijo antes do último beijo</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 18:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

		<category><![CDATA[cinema europeu]]></category>

		<category><![CDATA[remakes]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando assisti ao trailer de Um beijo a mais (The Last Kiss), filme estrelado pelo &#8220;Scrubs&#8221; (Zach Braff), pelo irmão do Ben Affleck (Casey Affleck), Tom Wilkinson, entre outros, fiquei com a impressão de que já o tinha visto há alguns anos. Mas o filme é relativamente novo (2006 e chegando só agora no Brasil), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando assisti ao <a href="http://www.youtube.com/watch?v=IJB_Ccoh-Ro">trailer</a> de <strong>Um beijo a mais</strong> (<em>The Last Kiss</em>), filme estrelado pelo &#8220;Scrubs&#8221; (Zach Braff), pelo irmão do Ben Affleck (Casey Affleck), Tom Wilkinson, entre outros, fiquei com a impressão de que já o tinha visto há alguns anos. Mas o filme é relativamente novo (2006 e chegando só agora no Brasil), foi então que nos créditos do trailer vi que era baseado em um filme italiano, chamado aqui <strong>O último beijo</strong> (<em>L&#8217;Ultimo Bacio</em>), de 2001.</p>
<p>Assisti recentemente ao filme com o &#8220;Scrubs&#8221; e, apesar de ser um bom filme, as comparações são inevitáveis. O filme original é muito mais intenso, as atuações melhores, e o idioma italiano é um dos dois melhores idiomas para expressar discursos inflamados (o outro é o espanhol), deixando as cenas de discussão bem mais interessantes.</p>
<p>Não me lembro com detalhes do filme original, assisti-o em 2004 ou 2005, mas pelo que me lembro o roteiro é praticamente <em>ipsis litteris</em>. Na ocasião fiquei maravilhado pelo filme, uma dessas belas surpresas que a programação da madrugada pode nos proporcionar.</p>
<p>O filme <strong>Um beijo a mais</strong> está na programação do Telecine, e o <strong>O último beijo</strong> creio que deve haver em DVD, pois não está mais na programação dos canais HBO. O diretor do filme original, Gabriele Muccino (por que diabos os italianos cismam em colocar nomes de mulheres nos homens?) participa como produtor executivo do filme americano.</p>
<p><strong>Continue lendo</strong> para assistir a duas cenas, uma do filme italiano e outra do americano. No youtube tem mais um monte. Depois de assistir à cena do filme italiano, <a href="http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&amp;VideoID=15518108">assista a essa pagação de mico</a>, hehehe.</p>
<p> <span id="more-94"></span>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" style="width:425px; height:350px;" data="http://www.youtube.com/v/Ymg8zShMSZo"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ymg8zShMSZo"/></object></p>
<p><object type="application/x-shockwave-flash" style="width:425px; height:350px;" data="http://www.youtube.com/v/O6ykhnYgmR0"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/O6ykhnYgmR0"/></object></p>
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		<title>Considerações sobre o estudo da pré-história</title>
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		<comments>http://rodrigosantiago.net/blog/historia/consideracoes-sobre-o-estudo-da-pre-historia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 16:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Santiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[antropologia]]></category>

		<category><![CDATA[pré-história]]></category>

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		<description><![CDATA[O estudo da pré-história é uma das áreas mais difíceis da História, pois o estudo das provas materiais é pouco para a análise do modo de vida daquelas populações. Como os povos pré-históricos careciam de uma escrita lógica, grande parte do estudo da pré-história se debruça sobre as pinturas rupestres, os artefatos, estudo dos fósseis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo da pré-história é uma das áreas mais difíceis da História, pois o estudo das provas materiais é pouco para a análise do modo de vida daquelas populações. Como os povos pré-históricos careciam de uma escrita lógica, grande parte do estudo da pré-história se debruça sobre as pinturas rupestres, os artefatos, estudo dos fósseis encontrados e estudo do comportamento humano coletivo.</p>
<p>A Antropologia é uma ciência que se aproxima muito da História quando se estuda o homem pré-histórico, pois grande parte do conhecimento sobre este homem se deve ao estudo sobre populações modernas que vivem isolados de nós, seres humanos urbanizados. Um grande passo para isso foi a constatação de que, como a estrutura cerebral humana é a mesma, e observando-se várias tribos em vários locais do mundo, sabe-se que o homem agirá de forma semelhante quando em face de situações parecidas. Foram encontradas pinturas rupestres na África do Sul feitas há cerca de 200 anos muito semelhantes a pinturas encontradas em cavernas na França feitas há milênios.</p>
<p>O fato é que o homem, desde o seu surgimento, sempre buscou aperfeiçoamento na técnica e na construção de ferramentas que o fizessem não depender apenas de suas habilidades físicas. Para termos uma pequena noção, antes mesmo da escrita ter sido desenvolvida o homem já vivia de forma sedentária, já domesticava animais e fazia uso da agricultura e utiliza ferramentas feitas de metal.</p>
<p>Um livro que recomendo é <strong>A evolução cultural do homem</strong>, do arqueólogo australiano Vere Gordon Childe. O título em inglês é mais bacana, <em>Man makes himself</em>, ou <strong>O homem faz a si mesmo</strong>. Uma referência de que o desenvolvimento humano não ocorre por acaso, pois é fruto do próprio homem.</p>
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