Manchester bate o Chelsea na Champions League

21/05/2008

Não, este post não é uma notícia sobre o jogo, muito menos um comentário.

Ouvindo a rádio no caminho para casa agora há pouco, os locutores começam a falar de futebol. Especificamente sobre o jogo da Champions League, não sei se é campeonato europeu ou inglês, enfim, comentando a vitória por pênaltis do Manchester sobre o Chelsea. Eles ficaram cerca de cinco minutos falando sobre o jogo, comentando os lances, as penalidades, que o Cristiano Ronaldo foi fazer média e perdeu um pênalti e por aí. Certa hora do papo um dos locutores comenta que gostou da vitória pois tem uns dois amigos que torcem pelo Manchester e que deveriam estar se deleitando com a vitória podres de bêbado.


— Ir para a Europa assistir ao jogo do Manchester: Alguns mil reais;
— Invadir o campo semi-nu e ter a imagem veiculada no mundo inteiro: não tem preço.

Eu acho estranho essa mania das pessoas em arrumarem times em qualquer canto do mundo para torcer. Claro que já torci por times de outros lugares, como o Orlando Magic na NBA — quando ganhei um boné do time de amigo secreto — pelo LA Dodgers no beisebol — quando, aleatoriamente, comprei uma flâmula porque achei bonita — pelo Buffalo Bills no futebol americano — porque era o time que mais gostava de jogar no Madden NFL no video-game. Todos os times que torci foram por motivos muito pífios, e tudo antes dos dezoito anos, arrisco dizer até antes dos quinze.

O que vejo regularmente são marmanjos torcendo fanaticamente por times que estão do outro lado do mundo. Eu lá já não vejo muita graça em torcer, salvo casos excepcionais, como o da paixão não correspondida pelo Flamengo: brado aos quatro ventos que não torco para nenhum time de futebol, mas sempre que o Flamengo joga, lá estou eu torcendo secretamente. Mas este é um vício que veio da infância e perdurou. O pior de tudo é quando a pessoa sabe mais sobre o futebol no velho continente aos fatos que acontecem ao seu redor. É este o país em que vivemos.

Categoria(s): Esporte
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