O cinema e a viagem no tempo

26/04/2007

Viagem no tempo foi e é um tema muito interessante no cinema de ficção, teve sucessos e não tão sucessos cinematográficos, como a consagrada trilogia Back to the future, Donnie Darko, The butterfly effect, The time machine e outros que não me lembro agora. Mas todos estes filmes sempre apresentam algum tipo de falha lógica ou algo do tipo nessa relação entre passado, presente e futuro. Por quê?

A resposta é simples: as viagens no tempo são improváveis. Embora eu não seja especialista no assunto, sei que o tempo como concebemos (linear) é apenas uma convenção, já que o tempo em si é apenas um conceito abstrato que o ser humano tornou — de certa forma — concreto, atribuindo números a ele. Mas fatos que ocorreram já se apagaram, acontece e fica na lembrança, o presente é paupável, o passado não. Na minha humilde opinião a única forma fisicamente possível de se viajar no tempo é congelando-se sem envelhecer e acordar no futuro. Mas aí não haveria a possibilidade de volta, e não sei se já inventaram um método de congelar um ser vivo e conseguir descongelá-lo com vida em outro momento.

Por isso eu acho injusto criticar algum erro de lógica em filmes de ficção que tratem de viagem no tempo, pois, acredito eu, nenhum filme de ficção é feito com o intuito de provar que a viagem no tempo é possível, ela é usada apenas como um artifício para tornar uma história interessante. Afinal, o cinema é a grande arte de enganação, não é mesmo? No bom sentido, claro. :-)

Categoria(s): Cinema
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