Discussão velha, mas que sempre vai reaparecer. Sinceramente, acho que é perda de tempo discutir se o papel será substituído pelo computador, pois não será a discussão que ocasionará nesta substituição ou não. Perda de tempo ainda maior é discutir se é melhor ler no computador ou em papel. Cada um tem sua opinião, e o máximo que se pode fazer é cada um expor a sua e pronto, mais do que isso é desnecessário, pode vir a gerar atritos e opiniões inflamadas. É questão de preferência e ponto final. Se o meio “informático” substituir o papel, isso acontecerá independente do que é e do que será discutido, já que vai ser uma substituição gradual e, provavelmente, imperceptível.
Agora, discutir se vale a pena publicar em papel — livro, jornal, etc. — já são outros quinhentos. Acho uma discussão válida, pois traz outros elementos ao debate, como distribuição, preço, e, também, preferência pessoal — sim, ela sempre vai estar presente. Pessoalmente, não gosto de ler textos longos diretamente no monitor. Caso encontre algo interessante, mas longo, dou um jeito de imprimir para ler em papel. Não é birra, apenas não acho confortável ler no monitor.
Entrando num ponto de vista histórico-surreal, será que houve essa polêmica quando o papiro começou a ser utilizado? Imagino essa discussão ocorrendo no Antigo Egito, sobre a substituição das placas de argila pelo papiro:
— Essa coisa aí rasga, pega fogo. Já viu isso acontecer com argila?
— É, mas se ela cair, quebra. Papiro é maleável, leve e mais fácil de escrever.
— Mas de que adianta? Só os mais favorecidos têm acesso.
Da mesma forma, quando foi inventada a prensa móvel, será que aconteceram muitas greves por parte do “sindicato dos copistas“?
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