Sabe o caso do banner mais caro da internet? Pois é, na ISTOÉ Brasil desta semana saiu uma reportagem sobre o senador Efraim Morais, do Democratas (ex-PFL), e suas artimanhas dentro do Senado. Entre elas, a tentativa da criação dos 97 cargos para o senado e o caso do banner:
Desde maio de 2008, o Senado estampa no canto superior direito do portal de notícias www.paraiba.com.br um minúsculo banner publicitário com um link direto para a página da Casa. Segundo apurou ISTOÉ, o contrato, de 12 meses de duração, foi firmado sem licitação a um custo de R$ 48 mil mensais. A empresa responsável pelo site é a Paraíba Internet Graphics, a mesma que cuida do site pessoal do senador. Procurado, Efraim não foi encontrado para dar uma explicação sobre a coincidência.
Estranhamente, na quinta-feira 17, um dia depois de ISTOÉ procurar o gabinete do senador, houve uma sutil mudança no texto do edital do contrato do Senado com a Paraíba Internet Graphics, publicado na internet. Até então, o texto informava que se tratava de um contrato de 12 meses com parcelas de R$ 48 mil. Ou seja, o valor anual seria superior a R$ 500 mil. Na manhã da quintafeira 17, estava inserida no texto, abaixo do valor de R$ 48 mil, a palavra “anuais”.
Será que a revista tomou conhecimento do caso através de algum internauta?
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21/07/2008 às 15:42.
Talvez eles tenham visto aqui:
http://www.contraditorium.com/2008/07/13/no-vou-falar-mal-do-projeto-do-azeredo-para-o-senado-anunciar-aqui/
Um beijinho.
21/07/2008 às 15:52.
Algo me diz que a denúncia veio da internet… e a Istoé não deu os devidos créditos, claro.
21/07/2008 às 16:39.
Que gracinha! Quer dizer que a IstoÉ apurou, é? Sei. Como disse a carol ali em cima, tudo começou no Contraditorium e se espalhou feito ar pela blogosfera. Inúmeros blogs, como o meu mesmo, repercutiram o caso. Muitos acabaram encontrando até outros contratos e outros furos. Eu, para minha segurança, cheguei a baixar todo o conteúdo da página do cache do Google com a informação mensal. Pois não pe que teve gente depois querendo insinuar que o Contraditorium tinha lido errado?
21/07/2008 às 22:06.
@Carol:
Também acho isso. Se não pelo Cardoso, por algum lugar que descobriu pelo Cardoso. Mesmo o caso não sendo recente, fica evidente pois, pelo texto, ficou claro que eles apuraram os fatos nos mesmos dias que a blogosphera. O post do Cardoso é do dia 13, a redação da revista só foi procurar o senador no dia 16.
@Gabi:
Para a imprensa, o fato como eles descobriram é irrelevante. Me espantei ainda terem divulgado o link do referido portal de notícias.
@Patricia:
Não sabia que tinham insinuado que o Cardoso tinha lido errado. Essa pra mim é nova. Hehehe. Mas há de tudo nesse mundo virtual.
21/07/2008 às 23:10.
Rodrigo, teve gente dizendo que eu ALTEREI a imagem. Ainda bem que um monte de gente viu, antes de mudarem.
21/07/2008 às 23:34.
Que viagem! Eu cheguei a ver antes de ter sido alterado. O fato de terem alterado foi meio que um termômetro e deu pra saber mais ou menos o quão rapidamente esse fato repercutiu fora da blogosphera. O legal seria pegar a cópia impressa do processo, que deve existir em algum lugar, para tirar a prova do zero. Se é que já não queimaram e fizeram nova impressão, hehehe.
22/07/2008 às 07:56.
Bom, o próprio Cardoso já veio aqui confirmar o que eu disse. Acontece que uma gente meio desavisada, que lê tudo superficialmente, só acessou a página dos contratos depois de terem alterado as informações. Para piorar, também acessaram o cache depois da mudança. Deixaram comentários malcriados para mim, mas não prestaram atenção ao meu texto, onde eu explicava tudinho que tinha acontecido, incluindo a diferença no cache do Google. Para minha própria segurança, fiz o download da página do cache ainda constando a palavra “mensal”. Não tem como negar…
22/07/2008 às 09:38.
Acabei de ver lá o comentário do tal do infeliz no seu blog. Deve ser algum parente do tal Senador, ou o dono do paraiba.com.br, hehehe.
O pior de tudo é quando quem não entende os mecanismos da internet e quer dar uma de sabichão sobre tais mecanismos.