Crítica e críticos

15/04/2007

Ou: Por que não gosto de “crítica” de arte.

Já li e ouvi dizer que a crítica é algo importante para o avanço da arte. Eu, sinceramente, não vejo tanta importância assim na crítica. Minha implicância com crítica de arte é apenas uma: a arte é subjetiva, sendo assim, qualquer julgamento que se faça em relação a ela, é feita em cima dessa subjetividade. Na minha concepção de arte, ela exprime os sentimentos do artista ao criar a obra. “Arte” que não exprime sentimento para mim não é arte. É um amontoado de coisas. (Sons, negativos, tintas, letras, etc.)

“Veja bem, meu bem”, sendo a arte algo subjetivo, que envolve sentimento, cada pessoa têm uma percepção particular dela, baseando-se de acordo com o esquema de símbolos que fazem parte de sua vivência. O artista coloca suas entranhas na obra, e cada indivíduo perceberá o conteúdo de sua maneira, já que o indivíduo nunca conseguirá absorver a obra da maneira que o artista a criou, pois ambos não partilham dos mesmo conjuntos de símbolos. E sendo dessa maneira, como é que um crítico vai dizer se a obra é boa ou não é? Se ela deve ser lembrada ou esquecida? Que o artista deveria ter feito outra escolha em dado momento? O máximo que um crítico pode fazer é dar a sua fucking opinião. E pára por aí. Claro que existem aquelas pessoas que precisam que os outros lhe digam do que elas gostam ou não, mas isso é um caso à parte. No final das contas, o que o crítico faz é criar um material subjetivo (a crítica) em cima de outro material subjetivo (a obra de arte).

Mas o que acaba acontecendo muito, mas muito mesmo, insuportavelmente demais, é a maioria dos críticos julgarem uma obra subjetiva com olhos objetivos, querendo que o resultado de seu trabalho (a crítica) seja vista como algo objetivo, quando, na verdade, como já vimos no parágrafo anterior, nada mais é do que um amontoado de opiniões, logo, subjetiva. Eu gosto de ler as opiniões alheias sobre alguma obra de arte, mas meu sangue ferve quando aparece algum zé mané querendo ser o dono da verdade, como se fosse o escolhido para separar o joio do trigo na arte e cultura. Give me a break.

Categoria(s): A vida, o universo e tudo mais
Tags: , ,

« O momento certo
Joe Cocker & John Belushi »
Nenhum comentário »

Nenhum comentário até o momento.

 

Gostaria de comentar algo?
Sugerimos a leitura dos modos de uso para esclarecimentos sobre a política de comentários e privacidade do blog. Seu e-mail não será publicado.
Caso queira que uma imagem sua apareça ao lado de seu comentário, cadastre-se com o mesmo e-mail que costuma comentar no Gravatar.