Resposta rápida e sem explicação: Sim.
Resposta curta: Sim, pois nunca chegaremos à “verdade absoluta” dos acontecimentos históricos, pois a exatidão dos fatos não é possível. O conhecimento nunca chegará a um ponto satisfatório em que não será necessária a continuação da pesquisa, pois novos fatos sempre serão descobertos.
Resposta um pouco menos curta: Sim, pois o interesse pelo passado significa o interesse pela nossa origem, como seres humanos. E tão importante quanto descobrir como se deu a origem do universo, é desvendar como a evolução humana aconteceu e como se encaminhou até chegarmos no presente. O historiador não é mero relator dos fatos passados, cabe a ele interpretar as fontes, utilizando metodologias amplamente aceitas pela comunidade científica, para construir uma parte do muro que seria aquele acontecimento. Cada pesquisador contribui com parte do conhecimento, e a partir da análise de cada pedacinho temos um olhar mais amplo sobre determinado acontecimento. Por exemplo, um estudo recente sobre a revolução francesa não necessariamente descarta um estudo anterior, ambos poderiam complementar-se para formar uma visão mais completa sobre o fato.
Portanto, não só é válido o interesse pelo passado nos dias de hoje como é necessário.
É o que sugere Alexei Koudinov, do Doping Journal. De acordo com uma reportagem do Terra,
Ouvir música aumenta a capacidade de oxigênio no sangue e melhora a performance do atleta, segundo o Instituto Max Planck para Cognição Humana e Ciências do Cérebro, em Leipizig, na Alemanha. E isso é ilegal, atestam alguns especialistas.

Michael Phelps ficando doidão (gettyimages.com)
Na minha opinião de total desconhecedor das normas anti-doping, será que estas mudanças causadas por algo externo — e não uma substância consumida pelo atleta — que não causa problemas de saúde, é suficiente para caracterizar o doping?
Porém, pelo que tenho conferido, quando um atleta acostumado a competir em altitudes extremas — onde a concentração de oxigênio no ar é mais baixa — compete em uma altitude mais baixa — onde a concentração é maior — a oxigenação dele aumenta, e ele tem um maior rendimento. Alguém lembra do pique do Guerrón no segundo tempo da prorrogação na final da Libertadores?
E aí, como é que fica?
Lendo algumas coisas sobre o desempenho dos atletas brasileiros em Pequim, não posso deixar de comentar a comoção nacional que está sendo feita sobre o fato dos atletas não possuírem mais medalhas e pela festa que fazem com o bronze.
O post que mais me chamou a atenção foi o do Cardoso, que escreveu sobre o fato do Brasil estar atrás do ranking de países como o Zimbábue e outros menos desenvolvidos que nós, e que o esporte olímpico brasileiro não evolui. Concordando em partes com o post, não concordo com a generalização, acho leviano colocar todos os esportes olímpicos no mesmo saco.
A ginástica feminina, por exemplo, evoluiu e continua evoluindo; a passos lentos, é verdade. Mas, parafraseando nosso querido presidente, nunca na história das olímpiadas o Brasil conseguiu colocar uma equipa na final. Ficou em oitavo, mas, para um país que nem isso conseguia, é ótimo. Já no basquete feminino, por exemplo, na minha opinião, está fazendo um papelão. Assisti a um jogo e foi simplesmente bisonho. Saudades da Hortência e Paula.
Sobre o número dos atletas, 277 atletas não significam 277 chances de medalhas no ranking, já que nestes 277 estão incluídos os de esportes coletivos, futebol, vôlei, vôlei de areia, basquete, etc. Ainda há o masculino e feminino em cada modalidade. Apesar de não serem números oficiais, a delegação americana conta com 646 atletas, quase três vezes a mais do que o Brasil. A China, com 579. O Zimbábue, com… 13 atletas. Levando isso em consideração, e o número absoluto de medalhas de cada país, o Zimbábue obteve 23% de aproveitamento (contando cada medalha de cada atleta em esportes coletivos como uma, mas como ainda não saíram medalhas coletivas, o número de medalhas é o mesmo do ranking). Os Estados Unidos contam com um aproveitamento de… de… 5,26%. Ou seja, considerar o número de medalhas como superioridade de um país a outro não deixa de ser uma comparação de muletas. Se é necessário fazer comparações, que se faça com o Brasil em outras olimpíadas. Aí sim concordo que o Brasil “devoluiu” em números absolutos. Mas vamos esperar o final desta competição para fazer a contabilidade final.
Outra questão pertinente é a do favoritismo. Um atleta que não esperava medalhas levar uma de bronze é mérito, outro que era favorito ao ouro levar de bronze, soa como prêmio de consolação. Cito a Kethlyn e o Tiago Camilo, que numa entrevista não me pareceu muito contente com a medalha. No Bronze Brasil 2008 li sobre o atleta sueco que jogou fora sua medalha, bom, ele tem o direito de ficar frustrado pela “conquista” da medalha, mas vale lembrar que o fato de ter perdido o ouro ou prata foi puramente “mérito” seu. Se achava-se superior aos outros, bom, não era. Ou não foi na luta, que é o que importa. No futebol, tanto masculino quanto feminino, não podemos nos contentar com menos do que o ouro. No vôlei masculino também, embora, se jogarem como jogaram contra a Rússia, não vai ser fácil. Ou seja, a conquista da medalha é relativo ao atleta. Há momentos em que é a glória, em outros é apenas o primeiro dos últimos.
Sobre o esporte brasileiro no geral, vejo três grandes problemas:
- Não é nem a questão de medalhas, mas, sim, que os esportes menos tradicionais são estimulados em “épocas olímpicas”, mas nos anos depois são deixados de lado;
- A falta de grandes centros de treinamento, fazendo com que os destaques se formem mais a partir de talentos individuais do que propriamente de treinamento. Portanto o meu medo é que, nos vários esportes, quando a geração atual estiver aposentada, não existam mais representantes no mesmo nível, que nos leva ao próximo problema;
- A falta de renovação. Já deve ser a milésima olimpíada que o Hugo Hoyama participa. Não que ele seja ruim, mas não há espaço para uma nova geração? Ou não existe?
Portanto, não venho aqui colocar panos quentes no esporte brasileiro, dizer que está lindo e maravilhoso. Precisa melhorar muito. Escrevendo esse post me lembrei do auê das declarações feitas pelo Popó, há alguns anos:
Estou cansado de lutar pela pátria e não ter reconhecimento. Estou há um ano sem patrocínio e agora lutarei profissionalmente, buscando o melhor para mim e minha família.
E o que predominou foi o pensamento de “traidor”. Pois o atleta brasileiro tem que representar a sua pátria, custe o que custar.
Portanto, parabéns, sim, aos atletas por suas conquistas individuais. Parabéns aos que, mesmo com a precária estrutura, tentaram, mesmo não conseguindo. Não é “cultura de coitadinho” é noção da realidade, saber que de Fusca fica difícil ganhar de um Opala.
Quando escrevi sobre a relação das propagandas em televisão dos cigarros e seu público alvo, tinha pensado também sobre o marketing da indústria tabagista em eventos e competições esportivas, mas ficaria muita coisa para um post só, e resolvi deixar para depois.
Bom, seguindo a lógica dos comerciais de televisão, quando o marketing era feito patrocinando algum evento, o evento era voltado ao mesmo público-alvo, lógico. É o caso do Hollywood Rock, do Free Jazz Festival e do Carlton Dance Festival, voltados, respectivamente, para o jovem ativo, o jovem independente e o adulto refinado.
Se no meio cultural o cigarro era bastante presente, e cada marca voltada ao seu público alvo, no esporte não era diferente. Cada marca privilegiava o esporte que melhor atendia ao seu apelo. Citando novamente o Hollywood, ele era freqüentemente patrocinador de esportes radicais, os mesmos veiculados em seus comerciais. O cigarro Marlboro foi patrocinador por muito tempo no automobilismo, esporte associado à virilidade.
E, mais uma vez, o marketing visava criar um imaginário alheio ao produto, associando cada marca com o evento ou com o produto do evento. Quem não lembra da McLaren vermelha e branca de Ayrton Senna? Ou do carrinho amarelo da Camel?

Get your motor runnin’, head out on the highway…
Apesar de não ter sido o primeiro livro publicado de Jack Kerouac, On the road (Pé na estrada aqui no Brasil) foi o que deslanchou sua carreira e levou a Geração Beat ao “estrelato”. Mas por que este livro se tornou um marco para a juventude da época? Vejamos.
Quem foi Jack Kerouac?
Nasceu com o nome Jean-Louis Lebris de Kerouac em 12 de março de 1922, descendente de imigrantes canadenses que foram tentar a sorte nos Estados Unidos, na cidade de Lowell, Massassuchets. Morreu jovem aos 47 anos de idade, em 1969, devido aos problemas ocasionados pelo consumo excesivo de álcool. Alguns dizem que foi devido ao hábito de beber vinhos ruins.
Teve seu primeiro livro publicado em 1951, chamado The Town and the City, obtendo algumas resenhas a seu favor, mas vendendo pouco. Em 1951 escreveu o futuramente aclamado On the road, sobre suas viagens no final da década de 1940 cruzando os Estados Unidos com seu amigo Neal Cassady e encontrando e reencontrando amigos, a maioria autores da posteriormente chamada Geração Beat.
Foi Kerouac, inclusive, quem cunhou o termo Geração Beat. Foi considerado como o porta-voz desta geração, a seu contra-gosto.
Por que escreveu On the road?
Para entendermos por que ele escreveu este livro devemos prestar atenção ao que acontecia na sociedade americana. Os famosos american dream, o sonho americano, e o american way of life tornam-se mais evidentes após a segunda-guerra mundial. O american dream é a crença na liberdade de que cada americano pode vencer na vida com trabalho duro, e o american way é marcado fortemente pelo consumismo e o individualismo.
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